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A Duquesa e o Gato ♠

"I'm worse at what I do best." ☆

Cicatrizes da minha vida #5

Bem, provavelmente deveria de ter começado por contar um dos meus primeiros "esbardalhanço" público antes de todos os que já contei...

Este teve lugar em Lisboa, numa das visitas de estudo em que incluía um passeio de barco e na altura, provavelmente, estaria com os meus belos 13 anos. Pois bem, como somos de longe, optávamos sempre por levar uma mala com comida. A minha, por regra, tinha sempre uns pacotes de leite e iogurtes para a parte da manhã e uns sumos para a parte da tarde (as partes liquidas!). A manhã começou logo com um dos meus colegas a saltar entre laguinhos e a enfiar-se dentro de um deles...  Juro que não me ri! A sério. Tive pena do rapaz que ficou com as calças molhadas. Mal sabia eu que pior ficaria a Vânia. Tinha ficado para trás a atar um atacador, quando me lembro de correr e tropeçar numa das raizes das imensas àrvores! Ora, esbardalhei-me toda e caí mesmo em cima da mala... Era leite, iogurtes e sumos todos rebentados, as sandes molhadas e as costas da Vânia também não se encontravam muito bonitas.

E pronto, passamos um dia bastante agradável! O cheiro na minha mala era maravilhoso...

O dia em que me sentei ao colo de uma pessoa num autocarro...

Não sei se já perceberam mas eu não sou propriamente uma pessoa de muito equilíbrio.

Quando andava na escola, andar em pé no autocarro, para mim, era um pesadelo! Ela balançava para a direita... Ela balançava para a esquerda... Dava uns passos em frente e mais uns atrás!

O nosso autocarro da escola, às sextas-feiras (dia de mercado) era uma daquelas coisas que metem nojo! Carregadinho de gente até ao tutano! A Vânia, que é uma panhonha daquelas bem grandes, nunca conseguia ser das primeiras a entrar no autocarro. Nem das do meio! Pronto, Ficava sempre para o fim. Escusado será dizer que, às sextas ia uns bons Km's em pé. Sempre! Numa dessas vezes (e ainda bem que foi somente uma vez!) o trânsito estava bastante no pára-arranca e, apesar da minha luta para me agarrar a qualquer lado (com toda a força da minha alma!), desequilibrei-me e fui sentar-me mesmo ao colo de uma senhora já com alguma idade. Os meus amigos riam-se, os desconhecidos riam-se, eu não me conseguia levantar pois tinha o pé preso entre os pés dela e o banco e a senhora pergunta-me a rir :"A menina está confortável?".  

Pelo menos o meu "assento" era alguém bem disposto. E uma mulher! 

Cicatrizes da minha vida #4 - Não chamem o Inem!

Como já perceberam, tenho queda para... quedas!  Não consigo passar um ano inteiro sem dar algum tipo de queda aparatosa e mais algumas menos escandalosas. Esta de que vos vou falar poderia ter corrido muito mal se eu não tivesse uns bons anjinhos a tratar de mim. Mas tenho. Obrigada! 

Aconteceu quando ainda morava em casa dos meus pais. Vinha a Vânia a sair do banho quando sinto o pé escorregar... Para não cair e bater com a cabeça (eu pensei logo nisso pois sou uma pessoa com bastante sorte!) agarrei-me á primeira coisa que apanhei á mão: o armário! Caiu a Vânia e caiu o armário. Acho que devo de ter gritado ou aquilo deve ter feito um estrondo dos grandes pois só vejo a minha irmã e a minha mãe a chegarem a correr até mim e a ficarem em pânico. Eu, que estava calma pois não me doía nada, ao ver a cara delas entrei igualmente em pânico. Só pensava que deveria de haver muito sangue e coisas fora do sitio (sem ser o armário e tudo o que estava nele, claro!). Levantaram o dito cujo e estava inteira! Apenas um pouco dorida e arranhada.

Mas, isto tinha tudo para correr mal! Principalmente por não estar propriamente vestida... 

Cicatrizes da minha vida #3

Já vos contei a origem de algumas das minhas cicatrizes... Esta que vos vou contar, não ficou marcada no corpo mas ficou na alma!

Tinha um jantar para fazer pois vinha um casal amigo cá a casa. Decidi ir ao Pingo Doce que fica a poucos metros daqui maaaas, lembrei-me de ir á loja de cima por alguma razão. Maldita razão. Quando venho a descer, não vi que o piso estava molhado e desci as escadas todas de cu (deveria ter dito rabo?). Fui ter à entrada do shopping e acreditam que nem uma alminha me veio ajudar??!! Além de dorida ainda tive de fazer as compras e o jantar! 

Cicatrizes da minha vida...

(Por engano agendei este post para o mesmo dia da rubrica... Não foi intencional. Pelo que mudei para hoje. Peço desculpa a quem já tinha lido e comentado)

 

Para além das cicatrizes do acidente, tenho mais umas quantas, anteriores ao mesmo.

Uma delas foi feita no dia 20 de Dezembro de 2012. Recordo-me pois foi no dia em que fomos festejar os anos da besta do meu melhor amigo... 

Pois bem, a Vânia aperaltou-se toda com um vestidinho e calçou as botas novinhas em folha. Como ele me mandou mensagem para descer (moro num 3ºandar), eu que não gosto de fazer ninguém esperar, mando uma corridinha. O certo é que o tacão da bota não gostou do piso e eu fui descer de um 3º andar para um 2º pelas escadas de uma maneira não tradicional. Pois bem, não me bastavam as dores imensas de ir a cheirar as escadas... Claro que não! Como é que cheguei à entrada do apartamento da vizinha? De perna aberta! E quem vinha a subir as escadas? O namorado da mesma vizinha.

-"Precisa de ajuda?"

-"Não. Obrigada. Eu estou bem." - e sorri a chorar por dentro (e se calhar por fora, nem sei!).

Desço as escadas a muito custo e vejo a minha besta a tocar no relógio. Digo que caí das escadas. Ele escangalha-se a rir e solta um "Porque é que eu nunca estou contigo nestas coisas?".

 

Ao jantar vou à casa de banho e vejo que as dores têm uma razão de ali andarem. Tinha a perna cheia de sangue. Com as collants pretas não se via mas estava lá.

Claro que não ia pedir ao meu amigo para ir para casa, no aniversário dele! Aguenta, Vânia! Aguenta! 

Para me ajudar ainda mais, como bom amigo que é, embebeda-se durante a noite.

Passo a noite, numa disco, sentada com dores e ouço reclamações: "Não danças?! Porquê? Anda dançar... Porque é que não queres dançar? Hoje estás uma seca!"

Hoje em dia tenho uma cicatriz que me corre a perna do joelho até quase ao pé... Chamo-lhe "A Besta" em homenagem a ele. 

Não chamem o Inem!

Todos temos quedas, digamos que, menos boas! Ora, há uns anos atrás tive uma em que, por pouco, não sofri algo bastante grave e passaria uma vergonha daquelas... De entre todas as minhas quedas, foi das que mais me envergonhou. 

Morava ainda em casa dos meus pais e vinha a sair do banho. Algo correu mal e escorreguei. Agarrei-me á primeira coisa que tinha por perto e não foi nada mais, nada menos do que um armário. Caí eu e caiu o armário em cima de mim...Gritei, claro e veio a minha mãe e irmã a correr pois perceberam pelo barulho que algo tinha corrido bastante mal. Quando me viram debaixo do armário só vejo a cara delas de pânico! Embora estivesse calma pois não me doia nada, ao ver as caras delas, entrei também em pânico. Mas, tenho uns anjinhos que trabalham muito bem e só sofri uns arranhões e fiquei um pouco dorida. Mas, imaginem o que isto tinha para correr mal...