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A Duquesa e o Gato ♠

"I'm worse at what I do best." ☆

"Dá-me um post!" - convidada Filipa Iria

 Olà gente! Sei que tenho andado um pouco parada com as rubricas mas a falta de tempo assim o manda. Mas, cá estou eu com a minha "mai nova". 

Desta vez a minha convidada é a minha sempre querida Filipa Iria.

A Filipa, além de ser lindíssima (como podem ver), é sempre de uma simpatia extrema. O seu blog é um pouco dela, dos seu quotidiano, dos seus objectivos e brinda-nos sempre com os mais variados temas.

Aconselho a visitarem esta pequena pois são sempre recebidos com simpatia e com  uma enorme doçura! E, já agora, podem dar-lhe os parabéns atrasaditos pois a menina fez ontem 24 aninhos! Parabéns princesa... 

O post que ela escolheu é bastante interessante e, a mim,  diz-me muito. Vamos ler?

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"Antes de mais, tenho duas coisas a dizer: muito obrigada pela escolha fofinha e claro, adoro o teu cantinho! Depois, escolhi este post porque, assim como eu, muitas pessoas já perderam alguém e sinto que esta minha publicação pode ajudar alguém que esteja neste momento a tentar lidar com a dor da perda. Para além disso é daqueles posts em que o meu coração está ali, como um livro aberto."

 

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"Deveria estar concentrada em reis, equações, tabelas periódicas ou nos Lusíadas. Mas a minha cabeça estava longe, muito longe daquelas salas, dos professores e até mesmo das pessoas que me rodeavam. Eu estava ali, mas a minha mente não parava um minuto. Naquela idade era suposto não haver preocupações. Mas a vida escolheu diferente. Eu tinha-as. Muitas. Penso para mim mesma que cresci rápido demais, nesse sentido. Aprendi cedo que aquilo que a vida nos dá, também nos tira. Que nada nem ninguém na nossa vida é garantido. Que hoje podemos ter e amanhã já não. Consigo recuar no tempo e descrever detalhadamente os dias mais tristes que já vivi, mas não o faço. Tinha apenas catorze anos. Apenas catorze anos. Ninguém, em idade alguma, está preparado para lidar com a perda de alguém. Permitam-me dizer, com a morte de alguém.

 

Hoje, praticamente nove anos depois de perder o meu pai, permito-me ficar triste uma ou outra vez. Escrevo-lhe muito também. Ajuda-me. Não superei, mas aprendi a viver com a dor. Há dias que a saudade fala mais alto, é verdade. Mas vamos vivendo, com a ausência, com a falta, mas vamos vivendo. Nas datas especiais, em ocasiões especiais, desejamos que aquela pessoa estivesse ali a celebrar connosco, a orgulhar-se de nós. Nesses momentos dói. Dói muito. Mas também nos dá muita força. Para me esforçar, me empenhar e o orgulhar.

 

Quando perdemos alguém aprendemos a viver com um aperto no peito. Que não passa. Um vazio. Que ninguém preenche. Uma dor que o tempo não apaga, mas que apazigua."

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Um obrigada à Filipa pela disponibilidade e, claro, pelo carinho. Foi um prazer ter-te por cá. Revejo-me imenso no post com que nos brindaste e tenho a certeza de que o mesmo acontece a muitas pessoas. Obrigada!  

Gostaria agora de convidar a minha querida Débora para esta rubrica. Ela já esteve na minha "mai velha" e gostámos imenso de a ter por lá, não foi? 

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