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A Duquesa e o Gato ♠

"I'm worse at what I do best." ☆

"Dá-me um post!" - convidada Carolina

E, depois de darmos os Parabéns ao nosso querido Sol, vamos voltar á minha mai nova"?

A convidada desta semana é uma blogger que é sempre uma simpatia e cujo blog nos enche sempre a alma com Paz, Tranquilidade e muito Amor... É a nossa querida Carolina Cruz, pois claro! Os seus textos são muito convidativos por isso podem sempre visitá-la que serão muito bem recebidos. Vamos lá ao post que ela escolheu para nos presentear?

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"Olá minha querida, obrigada desde já pelo convite, como eu fiquei contente por ter sido convidada! :)

Escolho este post, porque é um dos textos de ficção que me deu mais felicidade escrever, pois surgiu naturalmente após uma noite de sono e com sonhos variados. Por vezes quando vou descansar também vou trabalhar, mesmo sem saber. :P 
Foi super engraçado porque a primeira coisa que fiz mal me levantei da cama foi vir ao computador escrevê-lo e acrescentando história fictícia ao pouco que sonhei, nasceu este texto, espero que gostes/m!

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"Uma festa, vários amigos, uns tantos conhecidos e outros que nunca vira na vida.
Por entre a multidão havia uma cara que não era de todo desconhecida. Um rosto doce e um sorriso falador e simpático que quando me viu sozinha conversara comigo.
Falámos sobre tanta coisa e não falámos de nós, quem eramos, de onde vínhamos e no entanto houve um sabor estranho em toda aquela forma de conversa, eu gostava, adorava como nos velhos tempos, quem seria este sujeito que me traria ao meu futuro tropeçado no meu passado? Eu não o reconhecia, ele não me reconhecia e eis que soltou uma gargalhada e o meu coração estremeceu como se todo ele tocasse e se queimasse na ferida que não tinha sarado.
- Pedro.
- Como sabes o meu nome?
Nada disse, fugi, o tempo tinha passado por nós, estávamos diferentes por completo, mas talvez não em tudo, se não jamais reconheceria o homem que amaçara o meu coração, o homem que tão rapidamente me cativara e me rejeitara, aquele que me dissera que era a mulher mais certa na sua vida e no segundo seguinte nada fui com toda a certeza.
Reparei que ele corria atrás de mim, como um vulto que não queria que me encontrasse de novo, mas ele embora não me tivesse reconhecido, ainda conhecia as minhas entranhas e todos os esconderijos que me abrandavam.
Eu já o tinha esquecido - pensava, porque é que o coração teimava em me acordar e me fazer recordar tudo o que ainda estava guardado em mim? Ele não pode voltar assim e fazer com que me apaixone como se da primeira vez se tratasse, não agora, não já, não enquanto não sararem as feridas, enquanto eu ainda me lembrar de tudo o que fez.
Chorei, caí sobre o muro da varanda e deixei que as lágrimas me tomassem e ainda assim ao ver-me chorar ele não me reconhecera, só no fim de me fazer olhá-lo nos olhos é que reconhecera o brilho dos meus, exatamente iguais no momento em que ele partira.
- Raquel?
Baixei de novo os olhos.
- Como não te reconheci? – Sorriu. Eu não retribui o sorriso, ainda me custava sorrir, ele não me reconhecera, como pude ainda dar uma oportunidade de falar?
- O tempo passou por nós, já não somos os mesmos. Como é que deixámos que acontecesse?
Ele não percebera a minha pergunta.
Sim, como deixámos que tudo recomeçasse. Eu não pretendo amá-lo de novo, não como antes.
- Quanto esperei por este momento. – Disse-me.
- Porquê?
Tinha passado tanto tempo… Se esperava porque não procurava?
- Como não reconheceste o meu coração destroçado?
- Porque o teu sorriso continua lindo e eu apaixonei-me, mesmo sem te reconhecer, no primeiro momento em que entraste pela porta… Como pude…?
Apetecia-me beijá-lo, mas não podia ter essa intenção, sairia magoada como todas as outras vezes em que ele me despertara amor.
- Depois tudo, depois de todas as mulheres em que tropecei, eu sempre me lembrei de ti. Dou graças a Deus por este pequeno presente do agora.
- Não podes dizer isso… outra vez, da mesma forma.
- Eu recordo-me de todo o mal que te fiz e toda a vez que me perguntei ao longo destes anos se tivesse uma máquina do tempo o que faria… eu voltava para me redimir e poder amar-te todos os dias.
Eu chorava, nada mais conseguia fazer se não isso.
- Eu não te fui indiferente, eu estou diferente, deixa-me dar-te a oportunidade de reconsiderares, de poder te abraçar, só te peço isso. – Disse-me.
E abracei-o como se abraça o mundo, a minha alma despedaçada compôs-se e só me apetecia morar de novo naquele abraço.
Será que o amor é mesmo isto, mesmo receando tudo voltamos a quem nos fez felizes mas que não nos amou por inteiro, considerando que tudo merece uma segunda oportunidade simplesmente em busca da felicidade? Receio que sim."

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Gostaram? Eu gostei imenso! Aliás, gosto sempre dos seus textos... Muito obrigada minha querida, Carolina Cruz! Foi um prazer enorme ter um dos teus textos no meu blog. 

E a minha próxima convida para esta rubrica será uma das pessoas que eu mais estimo por cá e que me tem colocado diariamente a rir. ..A minha DiMula

 

2 comentários

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    LadyVih 16.05.2016 11:52

    A Carolina tem um jeito para a escrita de fazer inveja... Adoro os textos dela! :)

    De nada, DiMula. Sabes que é um prazer ter-te por cá. :P
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