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A Duquesa e o Gato ♠

"I'm worse at what I do best." ☆

A caixa prioritária de "antigamente"

(escrevi "antigamente" pois agora as coisas, supostamente, serão diferentes)

 

A maioria dos trabalhos têm o seu aspecto negativo. (menos o "trabalho" de ser rica, esse nunca descobri qual o aspecto negativo. Dizem que é trabalho e eu não discuto sobre essas coisas...)

Trabalhar num supermercado é o mesmo que dizer que encontramos os mais variados clientes e, consequentemente, as mais variadas personalidades. Pois bem, já trabalhei por três vezes em supermercados, duas delas como operadora de caixa. E deixem-me que vos diga, apanhamos clientes muito bons mas apanhamos alguns que nos dá vontade de mandar a um determinado local ... Eu mandava-os mentalmente pois a minha mãezinha sempre me ensinou que temos de ser educadas. 

Na "minha altura" (oh, que velha!), ir para a caixa prioritária era o mesmo que mandar alguém ao inferno e voltar. A maioria das operadoras de caixa acabavam os turnos a chorar (a sério!)... Desculpem que vos diga mas há grávidas que conseguem ser mesmo muito más e que depois se desculpam com as hormonas! Eu era das muitas que odiava ir para a caixa prioritária. Era uma caixa onde todos os dias existiam problemas. Era uma caixa em que o tempo demorava mais tempo a passar. 

Vocês sabem o que é ter grávidas a "lutar" entre si sobre quem está de mais tempo e poderá passar á frente? Juro, isto aconteceu-me. E não é bonito de se assistir. Bastava olhar para a cara das outras pessoas para ver que estavam todos incomodados e com medo. M-e-d-o! 

Um dos problemas na caixa prioritária é que a visibilidade nem sempre está a favor da operadora de caixa e há quem use isso contra a/o funcionária/o. Nós não podemos simplesmente adivinhar que, numa fila de 10 pessoas, existe uma grávida que está atrás do senhor que tem 2 metros de altura e é um pouco mais cheinho. Muito menos quando essa grávida tem uma barriga mais pequena do que a nossa! Sim, já me aconteceu. Tive uma senhora que colocava as mãos na barrinha a fazer festinhas e, como nunca vi barriga nenhuma e até imaginei que pudessem ser gazes, não a mandei passar. Já me tinha acontecido mandar passar uma senhora que tinha uma barriguinha de grávida (a sério, bonita até, redondinha) e, no entanto, não estava grávida! Não voltaria a arriscar...Quando chega à caixa falou-me muito chateada:

-"A senhora não viu que estou grávida?"

Desculpei-me a dizer que não tinha reparado. Sim, porque na realidade nunca vi barriga nenhuma. Aliás, a mulher era magrinha e sem barriga, pelo que seria impossível eu descobrir que estava grávida. Disse-me que não iria fazer queixa mas que era a última vez que ali lhe faziam isso... 

 

 

 

Minha gente, a malta não adivinha. A culpa não é das meninas da caixa!  Se virem que alguém está doente, é um idoso que está atrás de vocês ou que se encontra alguma grávida na fila, falem...A "menina da caixa" pode não conseguir ter visibilidade. 

O bichinho rastejante menos fantástico do mundo...

Quem me conhece sabe que existe um animal do qual tenho fobia...a cobra!

E não, não é o meu ex que (oh coincidências!) tinha como apelido "Cobra". São mesmo aqueles animais feios, rastejantes, asquerosos... 

Ora, um belo dia de Verão, ia eu e o gajo almoçar fora, quando vejo uma vespa no carro. Como a bichinha andava a fazer "zunzuns" onde não devia, e com medo que picasse o gajo e nos espatifássemos pelo caminho, pedi-lhe para parar o carro que eu iria expulsar a intrusa. Abro a porta, meto os pezinhos no chão e sinto algo mole e a mexer-se. Pois! Era mesmo isso que vocês estão a pensar... Pisei uma cobra! O meu namorado, como não percebia o que se passava, só me viu a correr feita louca, aos gritos e a chorar. Chegou ao pé de mim e eu chorava... e chorava! E continuava a chorar. 

-"Viste uma cobra, não viste?" - perguntou ele, muito compreensivo, com a minha bomba da asma na mão. 

Só consegui abanar a cabeça e dizer "pisei". 

 

Há pessoas que passam anos sem ver uma delas. Aaaaanos! Eu, assim que começa o calor, é um avistamento obrigatório. Elas sentem o medo, minha gente! 

 

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            Imagem de Elizabeth Climo

(Já fiz um post sobre esta ilustradora... Maravilhosa!)

A "nossa" convidada especial - a ratazana...

Há uns 3 anos atrás tivemos uma visita inesperada em casa... Uma ratazana! (Mesmo assim, confesso que a receberia melhor do que a algumas pessoas - se pudesse!)

Nesse dia fomos jantar a casa do nosso melhor amigo e por isso chegamos já tarde a casa. Ele vai ao sótão e eu sento-me no sofá e ligo a televisão. Quando olho para os cortinados vejo umas "luzes" vermelhas a olhar para a minha pessoa. 

-"Mor, está aqui um bicho..."

Ele ri-se e pensa que estou a gozar com ele, pelo que comenta algo mas nem liga à situação!

-"Estou a falar a sério. Está aqui um rato!" - insisto eu (por acaso sem levantar a porra do cu do sofá!)

-"Não sejas parva. Estamos num terceiro andar. Chegava cá como? De elevador?" 

-"Ai é? Então anda cá ver!!!"

Ele mexe no cortinado e sai uma coisa enorme, gigante, feeeeeia de trás e corre para debaixo do sofá! Normalmente nem tenho medo de ratos, mas não sei ainda o porquê, levantei-me e saltei para cima do mesmo aos berros que nem uma miúda. 

Depois de umas horas de "luta" lá se conseguiu prender a bicha na marquise. 

Pior foi depois!

E se houvesse mais alguma? E por onde andou ela? Por onde veio? Toca a tirar todos os lençóis da cama, todas as toalhas, tudo o que era roupa e colocar na máquina de lavar, deitar  fora tudo o que era estava acessível de comida e bebida, fechar todas as divisões e colocar "armadinhas" de comida para sabermos se existia mais algum ser desses lá  hospedado. No dia seguinte, toca a desinfectar a casa TOOOODA!

Demorei dois dias inteiros até conseguir limpar e lavar tudo. Gastei vários garrafões de lixivia, amoniacal e todas as coisas que me pudessem dar a sensação de que a casa estaria desinfectada. Passei algumas noites acordada ao ponto de verificar cada barulhinho que a casa fazia... 

 

(descobrimos depois que acontecia o mesmo com os vizinhos, regularmente! As ratazanas provinham de uma casa abandonada perto do prédio. Assunto resolvido uns meses depois.)

 

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(A ratazana não era tão amorosa...)

 

 

Cicatrizes da minha vida #7

Sabem quando vocês pensam que as coisas más vos acontecem sempre a vocês? Eu penso nisso todos os dias! Não há um dia em que não faça uma nódoa negra ou alguma cicatriz... Não há um dia em que não dê algum mau jeito ou que parta algo!

Esta cicatriz que vos vou contar, foi provocada por pura estupidez da minha parte. Já vão perceber porquê...

Em 2008, encontramos um gato na rua. Ora, lá em casa há (quase) sempre espaço para mais um! Uns dias seguintes ao Miki estar finalmente instalado e confortável, decidi dar-lhe um banho. Até aqui não correu mal. O pior foi que ele tremia imenso e, apesar de ter o aquecedor ligado, tive pena do pequeno. Decidi que o deveria de secar... Com um secador! Olha que boa ideia da minha parte, não foi? Não! Assim que ouviu o secador saltou de onde estava e arranhou-me o braço no pulso. Fiquei com uma ferida enorme que começou a querer infectar. Toca a colocar betadine naquilo e a ir trabalhar. Como usávamos blusa e tínhamos o ar condicionado ligado tive de arregaçar as mangas um pouco e a ferida ficou à vista... Uma das clientes ficou preocupada:

-A menina está bem?

Eu fiquei a pensar o que se passaria mas respondi que sim...

-Se precisar de ajuda diga, sim? Sabe que eu venho aqui todos os dias.  A vida é única e você é uma jovem tão bonita!

Comecei a reparar que toda a gente me olhava para os pulsos (principalmente para o que tinha a ferida)... As minhas colegas começaram a fazer perguntas e notei que andavam preocupadas. Percebi finalmente, quando uma falou comigo de forma mais clara, que a minha ferida dava a entender que tinha tentado cortar o pulso (só um!), ou seja, segundo elas eu tinha tentado suicídio!  

Fiquei com uma cicatriz no pulso para me fazer recordar do Miki  que já não está conosco. 

Cicatrizes da minha vida #5

Bem, provavelmente deveria de ter começado por contar um dos meus primeiros "esbardalhanço" público antes de todos os que já contei...

Este teve lugar em Lisboa, numa das visitas de estudo em que incluía um passeio de barco e na altura, provavelmente, estaria com os meus belos 13 anos. Pois bem, como somos de longe, optávamos sempre por levar uma mala com comida. A minha, por regra, tinha sempre uns pacotes de leite e iogurtes para a parte da manhã e uns sumos para a parte da tarde (as partes liquidas!). A manhã começou logo com um dos meus colegas a saltar entre laguinhos e a enfiar-se dentro de um deles...  Juro que não me ri! A sério. Tive pena do rapaz que ficou com as calças molhadas. Mal sabia eu que pior ficaria a Vânia. Tinha ficado para trás a atar um atacador, quando me lembro de correr e tropeçar numa das raizes das imensas àrvores! Ora, esbardalhei-me toda e caí mesmo em cima da mala... Era leite, iogurtes e sumos todos rebentados, as sandes molhadas e as costas da Vânia também não se encontravam muito bonitas.

E pronto, passamos um dia bastante agradável! O cheiro na minha mala era maravilhoso...

Ele, sendo ele...

-Amor, a Pipoca veio ao meu Blog... 

-Ai sim? E comeste-a? 

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Por momentos esqueço-me de que ele, é ele...

 

 

Já há uns dias, virei-me para o meu grupo de amigos:

-Temos de ir ao Porto passar um dia. Tenho de ir conhecer a Mula. 

Parou tudo. Calou-se tudo. E tenho cá para mim que ainda procuraram o número de algum manicômio na internet...

Expliquei calmamente que era uma das minhas meninas da culinária e que tinha curiosidade para a conhecer! 

(Sim este Blog eles não sabem que tenho mas sabem do de culinária!)

O dia em que me sentei ao colo de uma pessoa num autocarro...

Não sei se já perceberam mas eu não sou propriamente uma pessoa de muito equilíbrio.

Quando andava na escola, andar em pé no autocarro, para mim, era um pesadelo! Ela balançava para a direita... Ela balançava para a esquerda... Dava uns passos em frente e mais uns atrás!

O nosso autocarro da escola, às sextas-feiras (dia de mercado) era uma daquelas coisas que metem nojo! Carregadinho de gente até ao tutano! A Vânia, que é uma panhonha daquelas bem grandes, nunca conseguia ser das primeiras a entrar no autocarro. Nem das do meio! Pronto, Ficava sempre para o fim. Escusado será dizer que, às sextas ia uns bons Km's em pé. Sempre! Numa dessas vezes (e ainda bem que foi somente uma vez!) o trânsito estava bastante no pára-arranca e, apesar da minha luta para me agarrar a qualquer lado (com toda a força da minha alma!), desequilibrei-me e fui sentar-me mesmo ao colo de uma senhora já com alguma idade. Os meus amigos riam-se, os desconhecidos riam-se, eu não me conseguia levantar pois tinha o pé preso entre os pés dela e o banco e a senhora pergunta-me a rir :"A menina está confortável?".  

Pelo menos o meu "assento" era alguém bem disposto. E uma mulher! 

Teste racista...

Teste rápido para descobrir se és racista ou não:
Responde rápido:
Num galinheiro existem 30 galinhas.
Um negro levou 10 galinhas.
Quantas galinhas ficaram no galinheiro?

(RESULTADO ABAIXO)

































Resultado:

Se  respondeste 20 galinhas - És um racista da pior espécie.
Se respondeste 40 galinhas - Parabéns!
Porque, se existiam 30 e o "negro" levou 10 para o galinheiro, ficaram lá 40 galinhas.
(Ele não tirou!)