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A Duquesa e o Gato ♠

"I'm worse at what I do best." ☆

É oficial!

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                                                    (imagem wiewerwas.blogspot.com)

Vou hibernar até segunda-feira! 

Vim aqui agora desejar um FELIZ 2016 a todos vocês e que este novo ano seja maravilhoso em todos os aspectos positivos que possam existir... Desejo a todos muita saúde, muita paz, muito amor e, claro, muito dinheiro (não sou pobre e mal agradecida )! 

E não se esqueçam : O que aconteceu em 2015, fica em 2015! Nada de trazer más recordações para o ano novo que ele não gosta e tem sentimentos! 

 Xau, xau, gente linda... Vou hibernar! (E fazer doces... Ah! E comê-los... )

 

Bom Ano! 

Pára tudo!

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                                                     ( imagem ourorosa.wordpress.com)

Que já começaram os saldos e eu ainda não fui ao shopping!  

Que raio se passa comigo este ano?! Será falta de dinheiro, falta de tempo ou preguiça? Cá para mim são as três coisas juntas... mas estou a necessitar desesperadamente de umas botas de cano alto, calças e camisolas quentinhas por isso acho que vou ter de arriscar a sair de casa.

Então e se eu me lançar um piropo a mim mesma?

"Piropos já são crime e dão pena de prisão até três anos

Diário de Notícias - Lisboa -"
 

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                   (imagem retirada de conceitos/piropo)
 
Posso só dizer que, realmente algumas pessoas abusam nestas coisas dos piropos e chegam a ser nojentas! Mas, e isto sou eu apenas a especular, não seria melhor preocuparem-se com os pedófilos, assassinos, psicopatas, etc.? É que esses ficam meia dúzia de anos presos (quando o são!) e não vejo a apoiarem prisão perpétua e castração química... Sou eu que acho que um caso onde uma criança é violada e/ou morta vale mais reflexão, mais anos de prisão, mais dinheiro investido contra o "fdp" do que um piropo? Sim, há piropos que são machistas e feios. Mas no meio de tanta porcaria acho que há coisas mais importantes com que se haviam de preocupar. 

Eu também tive um 2015... E não gostei!

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                                         (imagem retirada de https://www.facebook.com/Tiras-da-Mafalda)

 

O que dizer deste ano que está a acabar? Bem.... Devo dizer que 2014 acabou pior pois nesta altura andávamos feitos baratas tontas com a descoberta do cancro do meu pai e a operação que foi no dia 30 de Dezembro (Aqui na zona os médicos ainda trabalham em vésperas de feriado... Pelo menos há 1 ano atrás trabalhavam que eu vi-os!) 

2015 começou com o meu pai hospitalizado, já sem parte do intestino e provavelmente ainda com aquela "moca" do efeito da anestesia... No 1º dia do ano lá estávamos nós num quarto de hospital a começar este ano da forma mais estúpida que pode haver!  Não me levem a mal... Eu sei que existem muitas formas estúpidas de começar um ano, mas esta era desnecessária.  E começou a luta do meu pai e a nossa também. Sim, porque o cancro não é só dele. É nosso! Depois da recuperação da cirurgia começou a quimioterapia e acabamos o ano somente com as tais visitas ao Oncologista de pouquinhos e pouquinhos meses (o que me parece que é uma evolução positiva!).

Para ser honesta, não me recordo de quase episódios nenhuns deste ano que possa escrever aqui que sejam positivamente memoráveis. Acho que o nosso 2015 foi marcado por este nome : cancro! Não é agradável mas lá teve de ser. Decidiu visitar-nos (aquelas visitas indesejáveis que só queremos que saiam da nossa casa mas que teimam em fazer serão!).  A minha família foi-se abaixo e eu cá estou... a tentar não ir também. Até agora acho que estou a conseguir. 

Em Agosto deste "maravilhoso" ano tivemos o "nosso" acidente. Ainda ando toda esfolada e queimada mas estou viva. Não paguei para o susto que dei à minha família e amigos mas está tudo bem. 

E no mundo? Atentados, desastres naturais, mortes precoces, negligências médicas... Um ano daqueles que apetece tirar do calendário!

O bom de 2015?  O nosso Gucci. E acho que só!  Honestamente não me consigo recordar de mais nada positivo... 

2015, xô! Podes ir... Eu, pessoalmente, não gostei muito de ti, desculpa. Não queria ser tão bruta mas confesso, com muito carinho, que estou FARTA de ti! 2016, é bom que sejas melhor e que tragas pelo menos algumas alegrias! Faz favor de ser simpático! 

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                                       (imagem retirada de http://jugular.blogs.sapo.pt/2397471.html)

 

(Já disse que adoro esta Mafaldinha?)

Mãe, tenho medo!

"O homem, de 74 anos, que estava em coma no hospital de Coimbra, na sequência de um AVC sofrido no hospital de Faro, faleceu na noite passada, avança a TVI.

Sebastião Pereira deu entrada no hospital de Faro no dia 14 de dezembro e acabou por sofrer um AVC seis horas depois. Os médicos pediram a sua transferência ao Hospital de São José, que recusou a entrada do paciente porque o médico estava quase a sair de serviço.

Acabou por ser transportado, de ambulância para Coimbra, onde morreu na noite passada depois de vários dias em coma profundo.

O Centro Hospitalar do Algarve (CHA) abriu, esta segunda-feira, um inquérito à atuação do Hospital de São José. O presidente do conselho de administração do CHA, Pedro Nunes revelou esta manhã que, pela informação que já obteve, em Faro tudo decorreu dentro da normalidade."  Notícias ao Minuto

 
Isto assusta-me! A sério que sim... Vivemos numa carnificina? 
 

É oficial... Já não posso ver peru à frente!

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                                              Imagem retirada de Dri (@driellyamorim) | Twitter

Sou eu a única que não acha piadinha nenhuma a esta "regra" do bacalhau e do peru? Ando desde o dia de Natal a comer peru porque a senhora minha mãe e a senhora minha sogra fizeram peru para dar e vender e, confesso que, se hoje for jantar peru a casa do meu melhor amigo fico capaz de o esganar!

Ontem, para aproveitar o peru que a mãe e a sogra nos mandaram trazer ainda fiz umas Francesinhas de peru. Oh. Maldita a hora! Eu que adoro Francesinhas fiquei cheia a meio só de pensar do peru. Peru, peru, peru! 

Ah... Espero que tenham tido um Feliz Natal e que não estejam tão empaturrados como eu! A sério, espero mesmo.... É que eu ainda não comi 2/10 dos chocolates que lá estão em casa e isso é grave!

Bem, pelo menos o Natal já passou e já posso respirar um bocado... Agora vem a Passagem de Ano! Em breve começam as "reflexões de fim de ano" e tenho de preparar a minha.  (Estou a falar a sério!)

E agora?

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Não, não conhecia o David. Mas fiquei assustada! Fiquei com medo da fragilidade humana e da negligência de quem deveria fazer de tudo para nos ajudar... Expliquem-me, como se eu fosse mesmo muito burra, como pode um hospital falhar em algo deste género?! Como pode? Como é que é possivel? Como é que podem deixar uma pessoa morrer assim?! 

Provavelmente o David não era rico, não tinha conhecimentos que podessem antecipar a sua operação... E isso é triste!

Não quero imaginar a dor daquela namorada que julgou que o namorado estaria em boas mão e que confiou a vida de quem amava a alguém dizendo "Eles vão cuidar de ti". Não quero imaginar a dor daquela familia que confiou no nosso sistema de saúde falho! Revolta, dor, sofrimento, tristeza, arrependimento... Acredito que seja só um pouco do que sentem! 

Como pode um hospital falhar em algo que pode levar à morte de tanta gente? Então e agora? Umas quantas demissões não trarão o David de volta! E jamais algo compensará a sua morte... 

Deixo em baixo a carta da namorada do David. Confesso que tremi!

______________Carta de Elodie:_________________

"Na sexta-feira, dia 11 de dezembro, em pânico, liguei para o 112 por volta das 14h30. O David ficou paralisado do lado direito, sem conseguir formular frases. Tentava falar mas era incapaz, apenas conseguia gritar e chorar. A ambulância chegou, o David estava consciente e ciente daquilo que lhe pediam e perguntavam, porém, continuava sem conseguir expressar-se. Ajudaram-no a vestir-se e a calçar-se, colocando-o de seguida numa cadeira de rodas, visto que não tinha força na perna direita.

Fui com eles na ambulância. O David chegou ao Hospital de Santarém e foi logo colocado em observação. Fizeram-lhe exames, enquanto aguardei.

Após 30 a 45 minutos de espera, deixaram-me vê-lo. O David dormia mas por vezes abria os olhos. Estava muito agitado. O médico acordou-o e pediu-lhe para levantar os braços e ele conseguiu levantar apenas o braço esquerdo. Pediu-lhe para levantar as pernas e ele conseguiu levantar a esquerda e, muito lentamente, levantou a direita. Estava consciente.

Pouco tempo depois, fui chamada, eu e a avó materna do David, que se encontrava no hospital por outros motivos. Anunciaram-nos, numa sala à parte, que o David tinha tido uma hemorragia cerebral e um grande hematoma e teria de ser transferido de urgência para o Hospital de São José, em Lisboa. Apenas tive tempo de lhe dar um beijo. Ele abriu os olhos e eu disse-lhe: “Eles vão cuidar de ti.” Foi de imediato transferido pelo INEM, penso que seriam cerca de 18h.

Esperei umas horas pelo meu pai, que veio de Coimbra buscar-me para seguirmos para o Hospital de São José. Chegámos por volta das 22h, penso eu. Pedimos informações, procurámos o edifício que nos referiram, porém estava fechado.

Apareceu uma enfermeira, que gentilmente nos fez entrar e aguardar pela médica. Esperámos cerca de uma hora. No final, foram dois médicos que se reuniram connosco numa sala. Estávamos presente eu, o meu pai, Fernando, e a Sra. Zélia, mãe do David, que fomos buscar a Vila Chã de Ourique no caminho para o Hospital de São José.

Ali anunciaram-nos, descontraidamente, que se tratava da rutura de um aneurisma, que o sangue se espalhou pelo cérebro e que, geralmente, estes casos de urgência teriam de ser tratados de imediato, ou seja, o doente teria de ser logo operado. Mas como os médicos referiram, infelizmente calhou ser numa sexta-feira, logo não iria haver equipa de neurocirurgiões durante o fim de semana. O David teria de aguardar até segunda para ser operado. Deram-me a entender que o sangue espalhado pelo cérebro poderia, muito provavelmente, causar sequelas e posteriormente múltiplos AVC.

No sábado, dia 12, visto que a família mais próxima do David decidiu visitá-lo, estando eu em Coimbra, decidi ficar, ligando constantemente para o hospital para pedir informações (raramente era atendida ou pediam para ligar mais tarde). Pedi ao Sr. José, tio do David, para pedir informações junto às enfermeiras ou aos médicos, pois queria saber se existia a hipótese de o David ser transferido para outro hospital, de forma a ser operado o mais rapidamente possível. Pelo que entendi, a melhor opção era sem dúvida o Hospital São José e não seria apropriado transferi-lo.

Nesse mesmo dia, a mãe do David referiu que ele abria os olhos, levantava os ombros e sentia frio nas pernas, tendo tido a iniciativa de se tapar com o lençol, apesar de as enfermeiras terem informado que não estaria consciente, que não iria reconhecer-nos e que estava demasiado confuso e perturbado. Visitei o David no domingo, dia 13, e ele estava em coma induzido.

Disseram-me que o caso se tinha agravado, que ele vomitou durante a noite, que começou a fazer demasiado esforço para respirar e que o coma induzido seria uma forma de ele não permanecer agitado e de o ajudar a respirar, de modo também a prepará-lo para a cirurgia de segunda-feira de manhã.

Anunciaram-me que a sorte dele era ser novo, mas que o grande problema era o sangue espalhado pelo cérebro, que poderia provocar sequelas e outras complicações. Porém, algo bom aconteceu. Segundo o médico, criou-se um coágulo de sangue que permitiu “fechar” a veia, mantendo o sangue a circular dentro da mesma e permitindo que ele ficasse calmo e que a veia não voltasse a rebentar. A operação consistia na remoção do hematoma e desse coágulo, selando a veia através de um “clipe” e eliminado definitivamente o aneurisma.

Por outro lado, o meu pai falou com outra médica, que confirmou que a operação seria no dia seguinte de manhã e que seria melhor aguardarmos 48 horas antes de visitar o paciente, para não ficar perturbado.

No dia seguinte, segunda-feira dia 14, liguei várias vezes, querendo saber como tinha corrido a operação. No momento em que atenderam, por volta das 14h30, disseram-me simplesmente que não tinha sido realizada e que seria melhor deslocar-me ao Hospital São José, sem acrescentarem mais informações. Eu própria tive de informar a mãe do David, visto que ninguém do hospital nos telefonou.

Mais uma vez, fomos de Coimbra até Vila Chã de Ourique buscar a mãe do David. Chegámos ao Hospital de São José e aí anunciaram-mos que o David tinha tido morte cerebral e que seria irreversível. Não me deram mais detalhes. Completaram esta grave notícia, anunciando que no mesmo dia ou no dia seguinte ele seria operado para a doação de alguns dos seus órgãos."

Carta de Elodie Almeida-Namorada do David

 

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