Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

A Duquesa e o Gato ♠

"I'm worse at what I do best." ☆

Quando estás tão obcecada com futebol..

...que ouves um grupo de senhoras de idade falar de Jesus no café e julga s que estão a falar do treinador do Sporting. Confesso que me armei em cusca quando ouvi ''Mas Jesus não o está a ajudar... deixou-o na mão''. Juro que pensei que as senhoras estariam a falar do Sporting e seus ditos cujos.

Jesus, perdoe-me porque pequei e confundi-O lá com o senhor da bola! Não me castigue...mais! Estava com sono na altura. 

Palavras & Imagens #17 - Convidada Psicogata

Olá gente, hoje decidi voltar à minha "mai velha" - para começar bem o ano- e a convidada é uma das minhas meninas... a minha querida Psicogata. A Gata, como carinhosamente lhe chamamos, foi uma das boas surpresas que tive por cá. Como já lhe disse há uns tempos, imaginei-a de uma forma um pouco  "rude"  (não a conhecia ainda, por isso tenho desculpa!), talvez pelo seu avatar mais "sério". Na realidade, a Gata foi uma surpresa muito boa e demonstrou-me ser uma pessoa doce, carinhosa, preocupada, muito humana, inteligente... E é tão bom encontrar pessoas dessas por cá! Obrigada por tudo, minha querida.  De "rude" nada tens, felizmente!  

Eu poderia falar do seu blog que - sem exagero algum -é um dos blogs que mais gosto de visitar, mas realmente ela encontrou a melhor forma de o definir... Vamos ver?

 

"Vânia em primeiro lugar obrigada pelo convite, em segundo lugar mil desculpas por demorar tanto tempo a responder.

Isto de definir em palavras e imagens o nosso blog não é fácil, parabéns pela rúbrica é excelente e coloca-nos a pensar naquilo que realmente o nosso blog é.

Três palavras e três imagens para alguém que gosta de escrever e adora enumerações é realmente muito pouco, especialmente porque o Língua Afiada é sobre um pouco de tudo e na realidade sobre nada, mas aqui ficam as três palavras que definem melhor o meu blog, hoje, se me perguntares amanhã se calhar serão outras, mas isso agora não interessa nada.

 

Opinião

O que mais faço no blog é dar opiniões, independentemente do assunto podem contar sempre com a minha visão do tema, sem papas na língua, sem medos, afio os dedos e escrevo o que penso, a minha opinião sincera.

thumbnail_Opiniao.jpg 

Desabafos

O blog funciona como um escape, quando tenho algum stress abro uma folha em branco e digito a minha insatisfação, às vezes questiono-me se o blog não é o meu muro de lamentações privado para o público, mas escrever é libertador e por isso quase todos os desabafos vão parar ao blog. O tipo de desabafos também é irrelevante pode ser sobre um tema parvo e insignificante ou sobre um assunto sério, se me irrita origina desabafo.

thumbnail_desabafos.jpg

 

Filosofia

Estava a tentar encontrar uma palavra que definisse todos os textos que escrevo sobre os diversos flagelos que afetam a nossa sociedade, mais do que expressar a minha opinião, tendo a filosofar sobre os assuntos, sou uma idealista que acredita num mundo melhor e diferente, espremendo bem os conteúdos do blog é isso que encontramos um enorme desejo de mudar este mundo para melhor.

 

 thumbnail_Filosofia.jpg

_____________________________________________________________________________________________________

Gostaram? Adorei a forma como a nossa menina descreveu o seu blog. Quem não a conhece, fica a conhecer agora e aproveitem para visitar o seu cantinho pois encontram um pouco de tudo por lá e torna-se muito interessante. A Gata não se inibe de dar a sua opinião sobre os mais variados temas e é de uma humanidade imensa... Vale a visita! Acreditem que serão muito bem recebidos pois esta menina é um DOCE! 

Obrigada Gata pela participação... ADOREI! 

Neste momento não vou já convidar ninguém pois ando imensamente apertada de horários e, como têm reparado, tenho estado mais afastada daqui, mas em breve volto com um novo convidado. 

Beijinhos e obrigada

2017, já chegaste?

E parece que sim! Pelo menos com a quantidade de "Bom Ano" que já ouvimos e dissemos, dá a entender que já começou... Agora, qual a diferença de 2016 para 2017? O último número. Só.

Resoluções para o novo ano? Não as fiz... Passagem de ano? Foi somente mais uma desculpa para jantar com os amigos. Agora, a não ser que fique rica e\ou herde uma fábrica de chocolate, este ano será como tantos outros. E ponto final. 

 

Agora posso começar a usar a minha parte lamechas... Por muito que nem ligue a esta coisa de "ano novo", sei que todos relembramos do ano que passou e tiramos as nossas conclusões sobre o maldito\abençoado. Não sou diferente dos outros. Também olho para 2016 e revejo o que aconteceu. E tenho de vir aqui escrever algo que também me marcou no fim deste ano que acabou... Quando as pessoas falam em "vida pessoal" e "blogs" de forma a separar ambas as coisas, eu não o posso fazer. Não quero! Ao longo destes 10 anos fiz amizades, a maioria neste ano que acabou. Posso dar-me ao luxo de dizer que conheci pessoas que fazem com que não separe a minha vida pessoal dos meus blogs e a quem hoje chamo de amigas. Ter alguém capaz de nos mandar um email, mensagem, telefonar-vos a dizer "eu estou aqui", "podes contar comigo", "quero-te bem", "já comeste?", etc, é maravilhoso. Há 10 anos jamais pensei que isto acontecesse...

 

Este ano ficou na memória:

-Criei um blog juntamente com a minha querida irmã na doença Catarina (que adoro como se a conhecesse há anos!)

-Conheci a minha blaranja Chic'Ana (não preciso dizer mais nada, pois não? Já está tudo dito no "blaranja")

-Passei noites de cusquice e muita amizade com a minha Mula dos Cogumelos (só nós sabemos... Obrigada)

-Tive dias recheados de conversa com as minhas queridas, fofinhas, brilhantes, coloridas e maravilhosas Nay, Psicogata, Sofia, Kikas, Di e Ana (minha nossa, quaaaaanta conversa mais amorosa e todas as outras coisas que só nós sabemos!)

-Conheci a minha doce JP, a amorosa Susana, a minha tonta-maezona Ana Gomes e a minha querida companheira de Receitas Ana (obrigada pelo carinho! Vocês são fantásticas!)

 

Obrigada por tudo! Obrigada a todas. Cada telefonema, cada mensagem, cada miminho foi uma força que me deram quando me estava a deixar ir abaixo... Tenho imenso gosto em poder dizer que fiz AMIGAS! E, mesmo que esteja mais afastada daqui, sei que já não estarei mais afastada de vocês. Obrigada por terem feito parte do meu ano de 2016... 

 

(Claro que fiz mais amizades mas seria difícil identificar e escrever sobre todos vocês e como tal tive de enaltecer as pessoas que me têm aturado nas minhas crises menos boas. Mas estão todos no meu coração. Obrigada!!!)

O teu cancro é nosso!

Quando ouvimos a palavra "cancro" todo o nosso sistema nervoso entra num estado de choque diário. Ouvir alguém dizer a um dos nossos que a sua saúde está fragilizada é das piores coisas que pode existir. Recordo-me como se tivesse sido ontem embora tivesse feito em Outubro 2 anos. Fui com o meu pai fazer um simples exame para a retirada de um pólipo e saí de lá num misto de emoções, o qual ainda hoje me custa explicar. Ouvir o médico dizer "tem aspecto maligno" é assustador.. Após um mês de exames e consultas, surgiu o diagnóstico...era cancro maligno! O meu pai estava a iniciar a sua luta contra este que é um dos monstros do século. Dividi-me entre o choque, o querer gritar, o querer chorar e o tentar manter-me calma por ele. Levei o meu pai a casa, sorrindo e dizendo que tudo iria correr bem, que era somente mais um desafio que iríamos enfrentar - embora por dentro me sentisse destruída e com medo. Deixei-o em casa e vi que, ao subir as escadas, umas lágrimas lhe escorreram pelo rosto. E foi aqui que desabei. Fiz 20 km's a chorar e a gritar até chegar a casa, enfiei-me no banho e chorei mais um bocado. Ao Marco só conseguia dizer " O meu pai tem cancro! O meu pai!". Não conseguia aceitar, acreditar ou até pensar em outra coisa. Passei uns dias em que esta realidade me estava a consumir... Não era justo, já tinha perdido amigos, primos, os meus avós, o meu padrinho e agora estávamos frente-a-frente com um cancro?! A sério, tinha de ser mesmo um cancro?! Não era justo acontecer com o MEU pai... Os porquês tomaram lugar nos meus dias e a revolta estava a querer ser a minha melhor amiga. Até que me lembrei de que isto não era sobre mim mas sim sobre ele. A luta dele estava a começar. E o meu pai era lá homem de desistir!

Em Dezembro foi operado e em Março iniciou a quimioterapia. Antes do tratamento meu pai não parava um dia em casa, não estava mais de 1hora a ver televisão, inventava sempre alguma coisa para fazer, o trabalho era o seu passatempo preferido. Aliás, durante o internamento da operação, lembrou-se de fazer uns projectos para construir em casa e se manter ocupado (ele é pedreiro) E claro,com a quimioterapia, foi-se abaixo. Teve uns dias em que estava bastante fragilizado. Podem perceber como me fez confusão vê-lo deitado no sofá, com frio em pleno Verão, sem forças. Chegou a ter dias em que iria fazer quimioterapia e os seus valores estavam demasiado baixos para poder fazer o tratamento... Acreditem, isso é assustador! Não consigo arranjar outra palavra para descrever o que sentia naquela altura. Estava assustada, era isso mesmo - assustada. Estava com medo de perder o meu pai, tinha medo que ele desistisse de lutar ou que a doença fosse mais forte do que ele. Embora conheça o meu pai e saiba que é um homem de força, o facto de termos tido familiares a morrerem da doença foi um fantasma nestes últimos 2 anos. A minha avó, mãe do meu pai, faleceu de cancro 2 anos antes de eu nascer.Como podem imaginar, isto assombra sempre uma família, por muito que nos tentemos esquecer desse lado. 

O seu último dia de quimioterapia foi uma vitória. Foi uma espécie de brisa marítima num deserto. Claro que ainda iriamos ter um caminho a percorrer, mas mais um passo estava dado. 

Todo o seu caminho percorrido e ainda por percorrer, não é só dele... é de todos nós. E, felizmente, posso dizer que nunca estivemos sozinhos. Tivemos o apoio de todo uma população, familiares e conhecidos. É tão importante sentirmo-nos amparados todos os dias, sentirmo-nos amados. Sabia que, se fosse preciso, qualquer um de nós poderia virar-se para qualquer lado e chorar, gritar, o que fosse. Sabia que as pessoas iriam compreender. Sabia que estavam ali para nos apoiar. Normalmente, quando há uma doença grave, tentamos não pensar na doença e sim na recuperação. Para tal acontecer, é claro que temos de nos manter positivos. E ajudava ter o telefone a tocar de hora a hora a perguntar como estava a correr tudo e a oferecer uma mão. Não, não era pena. Era amor. Era preocupação. Ainda o é. Posso dizer que fomos abençoados em viver onde vivemos (os meus pais) e conhecer as pessoas que conhecemos... E agradeço-lhes tanto por isto! 

Por isso mesmo, digo que o cancro do meu pai não é só dele...é nosso! 

 

Gente simpática é outra coisa

Não sou pessoa de preconceitos, não gosto que julguem as pessoas todas por o que umas outras fizeram mas confesso que há determinadas tradições e tretas do género que me fazem urticária...Contudo, não gosto de dizer que TODOS são assim. Embora brinque com algumas situações relativamente á etnia cigana e também não seja de acordo com algumas coisas que membros dessa etnia praticam, conheço alguns que são pessoas trabalhadoras e bastante esforçadas, que vivem em sociedade e que nem eles mesmos são a favor dos privilégios dados aos outros. (trabalhei com um durante um ano e acreditem que é uma pessoa muito humana e todos gostamos imenso dele e da família)  No titulo iria brincar e colocar "Há ciganas simpáticas..." mas, tive medo. Epah. Ter medo é humano, não é?

Ora bem, estava eu a trabalhar, com os olhos nas chávenas do café, quando ouço:

-Ah Vânia. A menina está aqui?! -era uma das ciganas que vivem na minha zona. - Estás tão mais magra!

Pronto. Fiquei radiante e ainda disse que não estava nada mais magra só para que ela me dissesse que sim.  E ainda dizem que os ciganos são maus...